Ninguém te ama como eu…
Mileninha, nenena, papinha…
É assim que te chamo nesses primeiros meses. A gente se conecta mais a cada dia, e mesmo que eu não tenha certeza do quanto você entende das várias coisas que te falo, eu sinto que você sabe. Sabe que os sons que faço, quando não são pra te fazer sorrir, são pra dizer o quanto eu te amo.
No dia 18 de fevereiro, um domingo, senti algo que nunca tinha sentido antes (mais uma felicidade que você me deu). Eu estava cantando pra você quando percebi seu olhar fixo em mim, como se você estivesse pegando tudo o que eu tava passando. Você ficou assim, me olhando, por uns dois minutinhos, com os olhos cheios de lágrima, e isso foi o bastante pra eu me derreter todo. E lá estava você, uma bebê de três meses, me fazendo ficar sem graça e me fazer olhar pra outro lado porque eu também comecei a chorar. Não sei direito o que aconteceu, mas o que eu sei é que aquele momento foi a primeira vez pra mim e nunca vou esquecer.
O papai tá aqui, filha.
George


